Oi amigos do blog, estive ausente por motivo particulares, da blogosfera em geral, agradeço aqueles que me mandaram mensagens pelo facebook e aqui no blog, sentindo minha ausência, sei que alguns não fizeram isso, mas também sentiram. O importante é que depois de tudo resolvido estou voltando com um texto maravilhoso da minha amiga Ana Cecília Romeu, que eu gosto de chamar de Cissa do blog humoremconto, aproveitando o Dia dos Pais. Desde que eu li este texto que ela publicou no jornal O Dia On line, eu me encantei, pois é tudo que eu acho que um pai deve ser, e graças a Deus, tive o privilégio de ter um pai assim, e de conviver com um homem que é um pai muito bom que se esforça para ser assim também. Espero que gostem tanto quanto eu gostei. Obrigada Cissa por deixar eu compartilhar seu texto aqui no meu blog. Bjos a todos. Fiquem com Deus!
Ana Cecília Romeu: A maior casa do mundo
Rio - Em um canteiro de obras, o arquiteto entrega para duas crianças um balde com argamassa e uma colher de pedreiro e coloca perto uma pequena pilha de tijolos. Olhando para as meninas, diz: “Construam a maior casa do mundo!” O arquiteto era meu pai. As crianças, eu e minha irmã. Doces lembranças de um pai pronto a incentivar. Por diversas vezes, nos levava ao escritório e em visitas às obras; assim, aprendemos a valorizar a utilidade de um ofício e nos sentíamos prestigiadas.
Um pai que nunca reclamava do serviço, concluía à noite, na sala de jantar, suas plantas de arquitetura diante de nossos olhos curiosos, para poder ficar junto à família. Já vi muita casa aparecer e crescer em traços precisos da caneta de nanquim.
A paternidade é algo muito especial mesmo, a tarefa difícil de fornecer o material aos filhos, as ferramentas, proporcionar os meios e deixá-los orientados para fazerem por si mesmos. É impor limites sabendo que é fundamental rir e brincar.
É doação. Trocar o programa preferido da TV pelo desenho animado do ursinho, o cowboy espacial, a princesa de cabelos longos, e ainda segurar o filho antes que ele caia do escorregador. O pai é capaz de verdadeiras mágicas. A paternidade é o preocupar-se em silêncio, o vigiar sem ser percebido, o alimentar o futuro de seus descendentes, como quem lê aquele bom livro ou assiste ao filme inesquecível, como se fosse um sonho em constante renovação. Pois o bom pai se realizará com as realizações de seus filhos: a sequência de seus desejos, a herança em olhos atentos e felizes.
No decorrer de nossa vida poderemos não ter construído a “maior casa do mundo”, mas com certeza terá chão firme, paredes erguidas, telhado para nos proteger e a quem a habitará depois, se contarmos com a presença de um pai que nos dê segurança, incentivo, boas lembranças, demonstrações de afeto e o mais franco sorriso. E ainda por cima, quando ao fim de nosso trabalho, mostrando a pilha torta de tijolos, ele disser: “Perfeita! Esta é a maior casa do mundo!”
Ana Cecília Romeu é publicitária e escritora